Trabalhistas e conservadores fecham acordo em Israel

Os trabalhistas do primeiro-ministro Ehud Barak chegaram a um acordo na noite desta segunda-feira com o conservador Likud, do primeiro-ministro eleito Ariel Sharon, sobre as linhas políticas gerais das negociações com os palestinos na busca pela paz no Oriente Médio. De acordo com fontes locais, o acordo não faz nenhuma referência a Jerusalém como "capital eterna e indivisível do Estado judeu", uma das bandeiras defendidas por Sharon em sua campanha eleitoral e colocada como condição inegociável no diálogo com os trabalhistas. O acordo, obtido em meio às negociações para a formação de um governo de unidade nacional, foi anunciado por duas rádios israelenses. De acordo com analistas locais, o entendimento entre as duas principais forças políticas israelenses remove o maior obstáculo para a formação de um governo de unidade para impulsionar Sharon após sua vitória nas eleições do último dia 6. Trabalhistas e conservadores resolveram "trabalhar pela paz" e alcançaram consensos provisórios. Mas não chegaram a um acordo sobre o status definitivo dos territórios palestinos, iniciativa que marcou o governo de Barak.

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