Trabalho duro começa logo no primeiro dia

Obama reúne-se com assessores para debater crise e guerra no Iraque

AP, Reuters e WP, Washington, O Estadao de S.Paulo

21 de janeiro de 2009 | 00h00

O presidente dos EUA, Barack Obama, terá uma primeira semana cheia. Três de seus principais colaboradores revelaram ontem que ele se reunirá hoje na Casa Branca com seus principais assessores econômicos para estudar formas de convencer o Congresso a aprovar seu plano de estímulo financeiro de US$ 825 bilhões.Segundo seus assessores, o presidente planeja uma primeira semana ambiciosa, de agenda cheia, que inclui um encontro com assessores militares para mudanças na gestão da guerra no Iraque. O encontro marcado para hoje contaria com a presença do general David Petraeus, chefe do Comando Central dos EUA, responsável pelas operações americanas no Oriente Médio, Ásia Central e Chifre da África.Funcionários do Pentágono disseram ontem que o Departamento de Defesa deve apresentar no encontro um menu com várias opções de retirada das tropas americanas no Iraque e seus respectivos riscos, incluindo a opção de saída em 16 meses, promessa de campanha de Obama.Segundo o jornal The Washington Post, o presidente daria ordens para acelerar a retirada e estaria disposto a ouvir sugestões sobre uma nova estratégia de combate no Afeganistão. O jornal afirmou que Obama pretende levar adiante planos de remanejar 30 mil soldados para o front afegão.Em seguida, Obama deverá indicar um enviado especial para o Oriente Médio para lidar com a crise entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza. Os assessores também esperam do presidente a emissão de ordens executivas relacionadas ao meio ambiente e à detenção de suspeitos de terrorismo em Guantánamo. Recentemente, Obama disse que pretende fechar a prisão da base militar.Segundo a CNN, enquanto Obama participava ontem da cerimônia de posse, cerca de 20 assessores já estavam na Casa Branca para preparar a reunião de hoje. Assessores afirmaram também que Obama planeja realizar um discurso sobre economia no dia 23 de fevereiro para dizer aos americanos que, apesar do plano de estímulo, a crise econômica ainda vai durar muito.De acordo com analistas, o presidente tem tentado reduzir as expectativas sobre o novo governo. "Teremos um 2009 difícil. Acho que não há nenhum economista que não concorde que estamos atravessando a pior crise desde a Grande Depressão", disse Obama na semana passada em entrevista à CNN. "A boa notícia é que estamos conseguindo um consenso sobre o que é preciso fazer. Temos de aprovar o mais rápido possível um pacote de recuperação ambicioso e agressivo, que ajude a criar entre 3 milhões e 4 milhões de novos empregos."

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