Tráfego aéreo europeu volta à normalidade, exceto na Suécia e na Noruega

Poucos cancelamentos são esperados devido à retomada das atividades das companhias aéreas

Agência Estado

22 de abril de 2010 | 09h21

 

BRUXELAS - O espaço aéreo europeu está quase todo liberado nesta quinta-feira, 22, uma semana após terem início restrições de voo devido às cinzas expelidas por um vulcão no sul da Islândia que causou milhares de cancelamentos de voos e transformou em caos as atividades nos aeroportos do continente. As exceções são partes do sul da Finlândia, o sul da Noruega, o norte da Escócia e o oeste da Suécia.

 

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A Eurocontrol, agência europeia que monitora o tráfego aéreo civil, afirmou que os voos europeus devem voltar a seu ritmo normal hoje. Ocorrem em média entre 28 mil e 29 mil voos diariamente na Europa. Um pequeno número de cancelamentos é esperado, por causa de restrições limitadas e por problemas logísticos das companhias para retomar seus cronogramas regulares, informou a Eurocontrol. De acordo com a agência, foram operados 22.189 voos no espaço aéreo europeu, quase 80% do normal.

 

Todos os aviões, porém, tinham lotação máxima, e as companhias aéreas tiveram problemas para atender os milhares de passageiros que ficaram presos durante os quase sete dias de caos nos aeroportos. As empresas admitiram que não há soluções imediatas para a grande demanda de passageiros, já que a maioria dos voos já estão cheios e não há mais aeronaves para operar novas viagens. "Honestamente, não temos como responder isso", disse David Henderson, porta-voz da Associação Europeia de Linhas Aéreas.

 

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) pediu que as autoridades da União Europeia compensem as companhias aéreas pelas perdas durante os últimos sete dias, assim como ocorreu no EUA após os ataques terroristas contra o World Trade Center de 11 de setembro.

 

A entidade também pediu o relaxamento das estritas normas em prol dos passageiros europeus, dada a "extraordinária natureza da crise causada pela nuvem de cinzas". Segundo a legislação da União Europeia, as companhias aéreas devem pagar hotel e refeições para passageiros afetados por voos atrasados.

 

As autoridades foram duramente criticadas por aeroportos e empresas aéreas durante a crise, que começou no dia 14 de abril. Houve reclamações sobre a demora na tomada de decisões e sobre a rigidez das restrições de voos impostas durante os últimos sete dias. Estima-se que mais de 7 milhões de passageiros foram afetados e mais de 100 mil voos tenham sido cancelados, o que representaria perdas de até US$ 250 milhões por dia para as companhias aéreas.

 

O caos aéreo na Europa foi causado pelas cinzas do Eyjafjallajokull. O vulcão da Islândia entrou em erupção na quarta-feira da semana passada e lançou grandes quantidades de cinza sobre o continente. Há o temor de que as partículas possam causar danos aos motores dos aviões e, consequentemente, acidentes. As informações são da Dow Jones.

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