AFP / NORBERTO DUARTE
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Traficante diz ter pago propina à cúpula kirchnerista

Ibar Pérez Corradi acusa o ex-chefe de gabinete Aníbal Fernández de embolsar os subornos

Rodrigo Cavalheiro, Correspondente / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2016 | 21h26

O traficante argentino Ibar Pérez Corradi disse ter pago US$ 750 mil por mês a integrantes da cúpula kirchnerista para evitar ser capturado durante os quatro anos em que esteve foragido. Preso em Foz do Iguaçu em junho, ele admitiu comandar uma rede de venda de efedrina. 

Ele acusa o ex-chefe de gabinete Aníbal Fernández de embolsar os subornos. A associação ao narcotráfico da imagem de Fernández, o número 2 do governo de Cristina Kirchner (2007-2015) em sua etapa final, foi decisiva para sua derrota na disputa pelo governo da Província de Buenos Aires no ano passado. A perda do território que tem 37% do eleitorado foi fundamental para a vitória no segundo de Mauricio Macri contra o kirchnerista Daniel Scioli.

A extradição de Pérez Corradi para os EUA foi aprovada pela juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-mulher do promotor Alberto Nisman, morto em 2015.  O traficante disse ao programa La Cornisa no domingo que a juíza teria pedido US$ 500 mil para soltá-lo em uma detenção anterior. Ela não comentou a acusação.

A principal acusação contra o homem de 38 anos é planejar um triplo homicídio há oito anos contra três empresários farmacêuticos ligados ao tráfico de efedrina, usada na produção de drogas sintéticas. Sua prisão tem impacto político porque um executor do crime, Martín Lanatta, acusou Aníbal Fernández no ano passado de ser o mandante. 

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