Traficantes colombianos são condenados pela Justiça americana

A justiça americana condenou nesta semana quatro importantes traficantes de cocaína colombianos, entre eles os irmãos Orejuela, fundadores do cartel de Cali, que já foi responsável pelo abastecimento de 80% da droga consumida nos EUA. Nesta quinta-feira, foi a vez de dois membros da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) serem condenados pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, em um tribunal de Miami, na Flórida.A condenação de Cesar Augusto Perez-Parra e Farouk Shaikh-Reyes foi a primeira recebida por membros das Farc nos Estados Unidos. Eles eram responsáveis pelo envio ilegal de 1,9kg de cocaína por mês da Colômbia para Miami. Na última terça (26), Gilberto Orejuela e seu irmão Miguel Rodriguez Orejuela, fundadores do cartel de Cali, foram sentenciados a 30 anos de prisão, sob a acusação de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O patrimônio de US$ 2,1 bilhões, acumulado pelos irmãos durante o funcionamento do negócio, foi confiscado pela Justiça americana. "As condenações dessa semana mostram que os oficiais que aplicam a lei nos EUA não medirão esforços para estancar a circulação das drogas", afirmou Acosta.Em Miami, o chefe da Administração de Combate ao Tráfico, Mark R. Trouville afirmou que os indiciamentos e extradições comprovam a derrota dos traficantes de drogas internacionais."Nada os amedronta mais do que a idéia de enfrentar a Justiça americana", disse Trouville.Farc e cartéis As Farc são consideradas uma organização terrorista pelos EUA e pela União Européia. Os americanos acreditam que mais da metade da cocaína que abastece os EUA é enviada pela organização. O cartel de Cali, hoje praticamente extinto, já forneceu 80% da cocaína distribuída no mundo. O grupo de traficantes se tornou líder no contrabando da droga depois da queda dos rivais do cartel Medellin. Em um episódio paralelo, o jornal francês Le Monde informou nesta quinta que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, aceitou desmilitarizar duas cidades do sudoeste do país. A exigência foi feita pelas Farc para que haja uma troca humanitária, segundo anúncio de fontes do governo.As Farc demandam a libertação de 500 guerrilheiros presos, em troca de 58 personalidades militares e políticas seqüestradas. Entre elas estão três americanos e Ingrid Betancourt, de 44 anos, ex-candidata à eleição presidencial, seqüestrada em 23 de fevereiro de 2002.

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