Tragédia do voo MH17 faz Europa se alinhar aos EUA

Com ação de separatistas ucranianos, mudou o cálculo dos líderes europeus e tornou-se inevitável sua adesão a sanções mais severas contra a Rússia

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 19h46

Menos de 24 horas antes da derrubada do voo MH17  da Malaysia Airlines na Ucrânia, no dia 17 de julho, o presidente americano, Barack Obama, anunciou sanções contra a Rússia que iam muito além do congelamento de ativos e cancelamento de vistos que haviam sido aprovados em março pelos Estados Unidos e a União Europeia.

Mas daquela vez, os americanos não foram acompanhados de maneira imediata pelos europeus. Ao divulgar as sanções, Obama disse que seus aliados do outro lado do Atlântico iriam se reunir em Bruxelas para definir seus passos seguintes. Apesar da pressão americana para articular uma resposta unificada à Rússia, a Europa resistia em impor punições econômicas severas ao país que fornece grande parte do gás que move a região e com o qual tem fortes laços comerciais.

A derrubada do voo da Malaysia Airlines em região controlada por separatistas ucranianos ligados a Moscou mudou o cálculo dos líderes europeus e tornou inevitável sua adesão a sanções mais severas contra Moscou, anunciadas ontem de maneira coordenada com os Estados Unidos.

O avião havia partido de Amsterdã e se dirigia a Kuala Lampur, na Malásia, quando foi derrubado por um míssil. Das 298 pessoas a bordo, 193 eram holandesas, o que aproximou de maneira trágica o conflito na Ucrânia do restante da Europa.

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