Tragédia pode apressar rede de alerta de tsunamis

O extraordinário saldo de mortos em conseqüência do terremoto e das ondas gigantescas que devastaram vasta região da Ásia, domingo, deve obrigar os governos locais a desenvolver, no Oceano Índico, um sistema integrado de alerta de tusnamis, semelhante à rede que inclui 26 países do Pacífico. Cientistas das áreas mais próximas ao epicentro do sismo sabiam que ele poderia provocar grandes ondas e ameaçar populações das regiões costeiras. Mas dizem que não tinham como prever a magnitude do fenômeno, porque não existe no Oceano Índico uma rede similar a instalada no Oceano Pacífico.Essa tecnologia poderia ter salvo incontáveis vidas, ao alertar as populações costeiras a buscar abrigo, especialmente de Sri Lanka e Índia, países mais afetados embora estejam a centenas de quilômetros do sismo. As autoridades tailandesas foram as únicas a emitir um alerta sobre o desastre iminente, mas as transmissões ao centros turísticos do sul do país subestimaram a ameaça. Agora que realiza a terrível tarefa de contar os mortos e acudir os sobreviventes, a população de Sri Lanka lamenta a inexistência do sistema de alerta no Índico."Isto também é uma tragédia, pois deveria existir um sistema deste tipo na região. Isso é completamente inaceitável", critica, desconsolado, o ex-comandante da Força Aérea do país, Harry Goonetilleke.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.