Transexual processa Exército tailandês

Um jovem transexual abriu um precedente jurídico na Tailândia ao solicitar a um tribunal a retirada da qualificação de retardado mental de seu certificado militar, tratamento dado pelo Exército aos homossexuais, considerados não aptos para o serviço militar. Samart Meecharoen, de 22 anos, formado em Administração, apresentou a queixa alegando que sua qualificação como mentalmente doente é discriminatória e cria um sério obstáculo para um trabalho digno, informou a imprensa local. Aos 20 anos, todos os homens tailandeses são obrigados por lei a prestar serviço militar. Mas milhares deles, vestidos com roupas femininas ou operados para parecer mulheres, recebem certificados de isenção com a qualificação de doente mental. O Ministério da Defesa admitiu que recebe cada vez mais queixas de grupos de defesa dos direitos humanos, que exigem o fim do serviço militar, obrigatório desde 1954. A Tailândia é um país de maioria budista. Homossexuais, travestis e transexuais são em geral aceitos pela sociedade.

Agencia Estado,

30 Novembro 2006 | 04h38

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