Al Drago/The New York Times
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Transição nos EUA ofusca reunião sobre o Oriente Médio

Diplomatas de 70 países se reúnem neste domingo em Paris para tentar fazer com que israelenses e palestinos reiniciem o diálogo de paz

O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2017 | 05h00

PARIS - Em meio a um clima pouco otimista e a uma transição de poder complicada nos EUA, diplomatas de 70 países se reunirão neste domingo, 15, em Paris para tentar fazer com que israelenses e palestinos reiniciem o diálogo de paz. No entanto, nem mesmo o anfitrião, o presidente francês, François Hollande, parece acreditar que algum avanço possa sair do encontro. 

Na quinta-feira, ele procurou reduzir expectativas, dizendo que apenas negociações diretas entre israelenses e palestinos podem resolver o longo conflito. “Posso ver que isso foi enfraquecido… Se deixarmos ir embora, seria um risco para a segurança israelense”, afirmou. “Sou realista sobre o que essa conferência pode alcançar.”

O presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, participará do encontro, considerado “fútil” pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. “Esta conferência, organizada pelos palestinos sob os auspícios franceses para adotar ainda mais posições anti-Israel, empurra a paz para mais longe”, disse na quinta-feira. 

O secretário de Estado americano, John Kerry, que disse que a paz no Oriente Médio seria sua prioridade, passará suas últimas horas no cargo tentando negociar uma documento de consenso. As divisões ficaram ainda mais marcadas após os dois presidentes americanos – o atual e o eleito – manifestarem posições duras em lados opostos. 

Pela primeira vez, Barack Obama autorizou a delegação dos EUA na ONU a se abster em uma votação que condenava os assentamentos judaicos no Conselho de Segurança, abrindo caminho para sua aprovação.

 

Donald Trump escolheu um linha-dura pró-colônias para representar o país em Israel, reforçando a ameaça de levar a embaixada para Jerusalém. Na sexta-feira, Abbas disse ter pedido a Trump que não fizesse isso ou os palestinos avaliariam retaliações, como retirar o reconhecimento do Estado de Israel. / REUTERS, AFP e W. POST 

 

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