Transição para reconstrução da Líbia começa agora, diz líder rebelde

Órgão de governo insurgente já planeja transferência para Trípoli, o que deve ocorrer na quinta

estadão.com.br

23 de agosto de 2011 | 19h09

DOHA - O vice-líder do Conselho Nacional de Transição da Líbia, Mahmoud Jibril, disse nesta terça-feira, 23, que "a transição começa imediatamente" para a construção de "um novo país", praticamente declarando a vitória dos rebeldes sobre o regime do ditador Muamar Kadafi após mais de seis meses de guerra civil, informa a agência de notícias AFP.

 

Veja também:

mais imagens GALERIA: Conflitos e comemorações em Trípoli

blog RADAR GLOBAL: Acompanhe ao vivo

especialPERFIL: Excêntrico e nacionalista, Kadafi chegou ao poder em 1969

video VÍDEO: Rebeldes tomam complexo de Kadafi

especialESPECIAL: Quatro décadas de ditadura na Líbia

forum VISÃO GLOBAL: A insustentável situação de Kadafi

 

 

"A transição começa agora. Construiremos uma Líbia nova, como todos os líbios unidos como irmão para uma nação unida, civil e democrática", disse o dirigente rebelde após a invasão das forças da oposição sobre o complexo de Kadafi na capital do país, Trípoli. "Haverá primeiro uma eleição constitucional, mas antes devemos ser dignos e construir um novo país", continuou.

 

 

Jibril, porém, pediu calma aos rebeldes. "Não devemos manchar a última página da revolução. Temos que nos concentrar em reconstruir e curar nossos ferimentos físicos e morais", disse ele em entrevista coletiva em Doha. O dirigente afirmou que algumas medidas de segurança podem ser necessárias para que seja mantida a ordem am Trípoli e em outras áreas. Para isso, o Conselho formará um comitê de segurança composto por oficiais do Exército e da polícia que se aliaram à insurgência.

 

No final de sua coletiva, ele parabenizou os rebeldes: "A revolução é de vocês". Enquanto Jibril dava tais declarações, havia comemorações em Benghazi, onde o Conselho foi estabelecido pela insurgência e em Trípoli, o último reduto de Kadafi, mas onde ainda há focos de resistência. O órgão governamental dos rebeldes deve se transferir para a capital dentro de dois dias.

 

Além da transferência, os rebeldes pretendem nomear, em um prazo máximo de 30 dias, um governo provisório ou um órgão executivo temporário, que será encarregado de convocar eleições e cuidar dos assuntos políticos do país até a escolha de novos líderes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.