Tratado ABM foi pilar da segurança mundial

O Tratado Antimísseis Balísticos (ABM) foi assinado em 26 de maio de 1972 pelo então presidente dos EUA, Richard Nixon, e o secretário-geral do partido comunista da União Soviética, Leonid Brejnev, e entrou em vigor em outubro desse ano.Depois da dissolução da União Soviética, em 1991, o ABM foi ratificado por Rússia, Ucrânia, Bielo-Rússia e Casaquistão - ex- repúblicas soviéticas que herdaram o arsenal nuclear estratégico.O tratado estabelece um teto para quantidade de armas de cada lado e limita a capacidade dos sistemas antimísseis dos países signatários.Ou seja, cada nação pode manter apenas duas instalações antimísseis em seu território: uma para proteger a capital, e outra a uma distância de pelo menos 1.300 quilômetros dela.Cada um pode lançar no máximo 200 mísseis (100 para lançamento e 100 para interceptação de outros mísseis). Esse acordo do tempo da guerra fria tinha por objetivo evitar que uma das superpotências se tornasse invulnerável.Ao mesmo tempo, funcionava como um breque na corrida armamentista. O ABM também serviu como base para a limitação gradual dos arsenais de cada lado, por meio da assinatura do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start). Graças ao ABM, foram feitos acordos para proibição de provas nucleares e medidas para evitar a proliferação de armas.Em 1983, o então presidente americano, Ronald Reagan, interessado em contrapor-se ao poderio soviético, propôs a criação de um escudo espacial que tornasse impossível um ataque aos EUA que ficou conhecido como "guerra nas estrelas".O projeto não foi adiante por dificuldades técnicas e porque a União Soviética entrou em colapso e foi dissolvida oito anos depois.

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