Tratado nuclear entre Rússia e EUA pode não ser votado

Em um golpe à tentativa do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de aprovar o tratado de controle de armas nucleares com a Rússia, um importante senador republicano, Jon Kyl (Arizona), afirmou hoje que não acredita que a Casa irá considerar a matéria neste ano. Kyl citou a complicada agenda do Senado e a complexidade do tratado firmado com os russos, o qual resultará, quando implementado, no corte dos arsenais nucleares dos dois países.

AE, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 20h02

Kyl tem liderado os republicanos na discussão do tratado e é pouco provável que os democratas consigam colocar a matéria em votação sem o apoio, ou pelo menos a cooperação, do senador. Kyl atraiu uma forte resposta da administração Obama, através do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, o qual alertou que o fracasso do Senado em aprovar o tratado com os russos colocará em perigo a segurança nacional americana e os EUA como um todo.

Biden afirma que sem o tratado os americanos não têm maneiras de verificar qual é o tamanho real do arsenal nuclear estratégico da Rússia. Além disso, afirmou Biden, será fraca a cooperação entre as duas potências militares que detêm 90% das armas nucleares no mundo. As informações são da Associated Press.

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