Tratado proíbe munição fragmentada; EUA não aderem

Uma reunião internacional em Dublinaprovou na quarta-feira uma proposta de tratado contra asmunições de fragmentação, mas sem a participação de potênciasimportantes, como os Estados Unidos, a Rússia e a China. Os mais de cem países participantes aprovaram o textodepois que a Grã-Bretanha prometeu não usar essas armas, quecontinuam causando danos indiscriminados mesmo muito tempo apóso fim dos conflitos. Diplomatas e ativistas dizem que esse texto está maisevoluído que o tratado de 1997 contra minas terrestres, sempermitir exceções. O texto ainda será submetido ao plenário na sexta-feira,mas sua aprovação será apenas uma formalidade. Caso não hajaobjeções inesperadas, o tratado deve ser assinado em dezembroem Oslo. As munições de fragmentação se abrem sobre o solo eespalham centenas de "bombinhas" numa ampla área. Muitas vezesdeixam de explodir quando são lançadas, o que as transformanuma espécie de mina terrestre capaz de mutilar e matarcuriosos, muitas vezes crianças. O Departamento de Estado dos EUA disse que a aboliçãodessas armas colocaria em risco a vida de soldados dos EUA eseus aliados. "Embora os Estados Unidos compartilhem das preocupaçõeshumanitárias dos que estão em Dublin, as munições defragmentação já demonstraram sua utilidade militar", disse oporta-voz Tom Casey. Além da promessa britânica de rever o uso dessas armas, oque fortalece o tratado, a França já havia anunciado nasexta-feira passada sua intenção de abrir mão de um tipo demunição que responde por 90 por cento dos seus arsenais debombas de fragmentação. (Reportagem adicional de David Clarke, em Londres)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.