Loren Elliott/Reuters
Loren Elliott/Reuters

Travessia de migrantes do México aos EUA cai quase 75%

Segundo chanceler mexicano, a redução foi feita em oito meses desde que o México apresentou seu plano de migração e desenvolvimento

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2020 | 18h11

CIDADE DO MÉXICO - O chanceler do México, Marcelo Ebrard, anunciou nesta segunda-feira, 12, que o fluxo de imigrantes ilegais que cruzam a fronteira para os Estados Unidos, sobretudo centro-americanos, diminuiu 74,5% em oito meses desde que o México apresentou seu plano de migração e desenvolvimento.

“As travessias para os EUA tiveram uma redução de 74,5%, coincidindo com os resgates do Instituto Nacional de Migração”, disse Ebrard durante a entrevista coletiva matinal do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador

O chanceler afirmou que o México “hoje tem resultados positivos”, não apenas porque o fluxo irregular de migrantes está sendo reduzido, mas também porque as pessoas que estão no território nacional “estão seguras”. 

Entre janeiro e maio de 2019, a migração de pessoas sem documentação regular na fronteira sul dos EUA disparou quase 150%, provocando uma reação furiosa do presidente Donald Trump, que ameaçou impor tarifas altas ao México se ele não interrompesse esses fluxos. 

Em junho, o México se comprometeu com os Estados Unidos a tomar “medidas sem precedentes” para conter a migração, um acordo que foi a tábua de salvação para impedir a tarifação de suas exportações – 80% das quais vão para os EUA. Desde então, o governo López Obrador enviou cerca de 26 mil militares, além de agentes de imigração, para as fronteiras norte e sul. 

Ebrard também disse que o número de imigrantes esperando em solo mexicano o desfecho de seus casos nos tribunais de imigração dos EUA caiu de 50 mil para cerca de 2.500.

Desde janeiro de 2019, os EUA estão enviando imigrantes, muitos da América Central e alguns do Brasil, ao México, conforme a diretriz conhecida como Protocolos de Proteção do Migrante, em um esforço para conter as levas de imigrantes que buscam asilo nos EUA. / AFP e REUTERS

 

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