Travesti brasileiro é suspeito de terrorismo na Itália

A polícia italiana, com a colaboração da Interpol, está buscando um cidadão brasileiro que abandonou um pacote com uma substância que se suspeita ser explosiva no aeroporto de Anconara-Falconara, a cerca de 250 km de Roma. O suposto pacote-bomba foi desativado por especialistas do campo de aviação. O pacote havia sido deixado esta manhã no posto de check-in dos vôos Alitalia por um brasileiro que em seguida embarcou para a capital italiana, de onde seguiu para o Rio de Janeiro.Os investigadores locais não excluem que se tenha tratado de uma ação terrorista de dimensões limitadas, embora também se suspeite que o pacote - que eventualmente poderia ter explodido ao ser aberto e não durante o vôo - fosse destinado a organizações criminosas sul-americanas.Se o dono do pacote for realmente o cidadão brasileiro buscado pela polícia, se trataria de um travesti com vários nomes falsos, do qual ainda se ignora o endereço. O homem, que figura na lista de embarque do vôo Az1123 Ancona-Roma das 6h55, teria sido notado enquanto depositava a caixa em frente ao posto de check-in, e seu aspecto transexual foi notado pelas pessoas presentes. Ainda não se sabe por quê ele abandonou a caixa sem apresentá-la para o despacho.Para os investigadores do Departamento Antiterrorismo (Digos), talvez o brasileiro tenha se dado conta de que o aeroporto estava vigiado e a caixa de papelão poderia ser detectada pelo equipamento de controle, por isso decidiu livrar-se dela. Mas também não se descarta que o homem tenha querido realizar um tentado no aeroporto de Ancona, embora as possíveis conseqüências da explosão tivessem sido limitadas.Só mesmo o brasileiro, que deverá aterrissar ainda hoje no aeroporto do Rio de Janeiro - onde o aguarda a polícia local - poderá explicar o que ocorreu. O pacote de papelão, bastante volumoso, continha vários objetos do mesmo tipo dos que o brasileiro havia mostrado à polícia alfandegária durante o controle da bagagem de mão.Mas, junto com esses objetos, encontrava-se uma substância de forma esférica que chamou a atenção dos investigadores e dos cães farejadores de explosivos. Segundo o juiz que se dirigiu ao aeroporto, a caixa poderia ter explodido se alguém tivesse tentado abri-la. Fechada com fita adesiva e com algumas palavras escritas, não tinha endereço nem remetente.

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