Trégua está mais perto, diz porta-voz de Olmert

Livni viaja para os EUA em busca de compromisso que ponha fim a contrabando de armas

Gustavo Chacra, Jerusalém, O Estadao de S.Paulo

16 de janeiro de 2009 | 00h00

Ao mesmo tempo em que a chanceler israelense, Tzipi Livni, embarcava para os EUA - com a intenção de buscar um compromisso em Washington para pôr fim ao contrabando de armas do Egito para a Faixa de Gaza - autoridades rem Israel davam sinais de que um cessar-fogo pode ser alcançado nos próximos dias. "Estamos tentando encontrar uma solução duradoura e estamos esperançosos de que essa solução duradoura está mais perto do que nunca esteve antes", declarou o porta-voz do primeiro-ministro, Ehud Olmert, Mark Reguev. Por seu lado, chefes do Hamas propuseram ao Egito um cessar-fogo de um ano se Israel concordar em se retirar da Faixa de Gaza em até sete dias. A trégua poderia ser renovada após o período inicial de 12 meses. O grupo palestino também exige que Israel e o Egito abram suas passagens nas fronteiras com o território, pondo fim ao bloqueio.Outros pontos do plano do Hamas abordam a necessidade de uma conferência sobre a reconstrução de Gaza e a compensação pelos danos causados pela guerra. A organização rejeita o retorno de forças leais ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, que integra o Fatah, grupo rival do Hamas. Forças turcas seriam aceitas para monitorar a fronteira com o Egito.A proposta do Hamas é diferente da elaborada pelo governo do presidente egípcio, Hosni Mubarak. O plano do Egito altera o status quo anterior ao dar mais garantias de segurança para Israel. Em uma primeira fase, israelenses e militantes do grupo palestino suspenderiam temporariamente os ataques para que seja aberto um corredor humanitário para levar ajuda à população de Gaza. As forças israelenses poderiam permanecer nas posições conquistadas até agora, mas não avançariam. Na segunda etapa, seriam finalizados os acordos para a segurança na fronteira entre o Egito e Gaza, para a reabertura da passagem de Rafah. Monitores europeus, com ajuda tecnológica dos americanos, se posicionariam no Corredor Filadélfia (lado palestino) e também na parte egípcia com o objetivo de evitar o uso de túneis para traficar armas. Na última fase, Israel retiraria os soldados reabriria suas passagens para o território palestino.Israel rejeita a imposição de uma data para a retirada de suas tropas de Gaza. Mas, segundo o diário Haaretz, o governo concordou em parte com o plano do Egito. A proposta egípcia é considerada uma vitória, pois Israel poderia contar com a presença de forças internacionais na fronteira, além da contribuição tecnológica.

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