Khaled Abdullah / Reuters
Khaled Abdullah / Reuters

Trégua humanitária fracassa no Iêmen e deixa milhares sem alimentos e remédios

Segundo a ONU, 80% da população precisa de ajuda

O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2015 | 00h14

ÁDEN - A trégua humanitária prevista para durar até sexta-feira, a terceira desde o início do conflito no Iêmen há quatro meses, fracassou nesta terça-feira em razão da retomada de ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita e os combates no sul do país.

O Conselho de Segurança da ONU discutia na noite de terça-feira a situação no Iêmen, apesar de os esforços para tentar obter uma solução negociada não terem tido sucesso.

O encarregado das operações humanitárias da ONU, Stephen O’Brien, pediu ao Conselho de Segurança que redobre os esforços para restabelecer a trégua no Iêmen para que a ajuda possa ser distribuída. O’Brien, que assumiu o cargo em maio, disse que viajará ao Iêmen nas próximas semanas para avaliar pessoalmente as necessidades da população iemenita.

Até agora, a ONU recebeu apenas 15% da ajuda de US$ 1,6 bilhão que pediu à comunidade internacional. Segundo estimativas da entidade, 1895 civis estão entre os 3.984 mortos nos quatro meses do conflito. De acordo com a Unicef, 365 crianças morreram.

Cerca de 80% da população, aproximadamente 21 milhões, necessita de ajuda ou proteção e outros 10 milhões têm dificuldade para se alimentar ou encontrar água. É elevado o índice de desnutrição entre as crianças.

O grupo Houthi, da minoria zaidita (um ramo do xiismo), que tem apoio das forças leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, lançaram sua ofensiva em julho de 2014  e tomaram várias áreas na capital, Sanaa. Depois tomaram a cidade portuária de Áden, forçando o presidente Abd Mansur Hadi a fugir para a Arábia Saudita. / AFP


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