Trégua na Faixa de Gaza foi estendida por mais 24 horas, diz Egito

Premiê diz que Israel está preparado para todos os cenários, seja qual for o resultado final das negociações no Cairo

O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2014 | 17h20

CAIRO - O governo egípcio anunciou nesta segunda-feira a extensão do cessar-fogo na Faixa de Gaza por mais 24 horas com o objetivo de manter em curso as negociações entre Israel e uma delegação palestina no Cairo. A trégua de cinco dias em vigor expiraria à meia-noite no horário local.

Izat Arashaq, dirigente do Hamas que faz parte da delegação palestina no Cairo, publicou uma mensagem em sua página no Facebook expressando confiança de que um acordo definitivo possa ser alcançado na terça-feira. "As facções palestinas e o Egito concordaram em estender o cessar-fogo durante mais 24 horas para permitir que as negociações possam terminar em acordo", disse ele.

Israel, cuja delegação se dividiu e uma parte voltou para Jerusalém, confirmou que a extensão do cessar-fogo tem como objetivo ganhar mais tempo para negociar pontos ainda sensíveis do acordo.

Mais cedo, o premiê Binyamin Netanyahu afirmou nesta segunda-feira que Israel está preparado para qualquer eventualidade e ameaçou atacar "com força" se os disparos de foguetes palestinos forem retomados, pouco antes do fim de um cessar-fogo em Gaza.

"Estamos preparados para todos os cenários. O Exército está preparado para atacar com força se os disparos forem retomados", declarou o premiê durante uma reunião com seu ministro da Defesa, Moshé Yaalon, em Ashdod, sul de Israel, segundo um comunicado.

O movimento islamita Hamas pediu para a população palestina lutar contra a ocupação israelense "em todos os lugares" caso fracasse a negociação para um cessar-fogo que está sendo realizada no Cairo, informou hoje a agência de notícias Al-Ray.

Segundo a publicação, que apoia o movimento islamita, "o Hamas pediu aos residentes em Gaza e Cisjordânia que peguem as armas e lutem contra a ocupação em todo lugar se as conversas sobre o fim das hostilidades fracassarem".

A ofensiva militar israelense começou em 8 de julho e já deixou 2.016 palestinos mortos, sendo 75% civis. Além disso, 10.196 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. Entre os mortos, 541 são crianças, 250 mulheres e 95 idosos.

Durante as cinco semanas de hostilidades morreram 64 soldados israelenses em combates com milicianos palestinos e um civil israelense, um beduíno e um trabalhador asiático atingidos por algum dos mais de três mil foguetes lançados pelas milícias de Gaza. / AFP, EFE e REUTERS

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