Trégua reduz violência entre Gaza e Israel

A trégua negociada pelo Egito entre Israel e grupos militantes palestinos que atuam na Faixa de Gaza foi respeitada ontem, após quatro dias de violência. Depois do acerto mediado pelos egípcios, no fim da noite da segunda-feira, os palestinos lançaram 9 foguetes contra os israelenses - em contraste com os mais de 200 dos dias anteriores -, que não responderam aos ataques.

CIDADE DE GAZA, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2012 | 03h04

Ao todo, 25 palestinos - dos quais 20 eram militantes islâmicos - foram mortos e pelo menos 80 ficaram feridos no confronto dos últimos dias. Segundo Israel, oito cidadãos do país sofreram ferimentos na recente troca de fogo. Ontem, as administrações de vilarejos e cidades do sul israelense anunciaram planos de reabertura de suas escolas, fechadas desde o domingo.

O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, mostrou-se comprometido com a trégua intermediada pelo Cairo, mas ameaçou grupos palestinos que pretendam atacar seu país. "Nossa mensagem é que calma trará calma. (Mas) nossas armas encontrarão qualquer um que viole (a trégua) ou tente violá-la."

O recente cessar-fogo seguiu-se a pedidos de moderação de EUA, França, ONU, União Europeia e Liga Árabe. O movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, manteve-se fora dos últimos combates e mostrou-se interessado em evitar um conflito mais intenso na região. / REUTERS

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