Trégua reforça reputação de líder palestino preso

O dirigente da Facção palestina Fatah na Cisjordânia, Marwan Barghouti, de 43 anos, cimentará sua reputação de líder com a trégua entre os radicais palestinos e Israel, fechada graças à sua intermediação. Ele se encontra detido numa prisão israelense. Barghouti foi um dos mais inflamados líderes da segunda intifada (levante iniciado em setembro de 2000), e só perde em popularidade para o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. Barghouti foi detido em abril do ano passado e é acusado, na Justiça israelense, de ser o líder das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, uma milícia ligada à Fatah que assumiu a autoria de vários ataques suicidas. Ele nega as acusações e diz que o governo israelense não tem o direito de julgar a resistência palestina.Seus advogados dizem que, em 110 dias de interrogatório pelo serviço secreto de Israel, Barghouti foi impedido de dormir e amarrado em posições dolorosas. Da prisão de Ramle, no centro de Israel, Barghouti manteve contatos, por meio de mediadores palestinos, com o líder do Hamas, Khaled Mashal, e o da Jihad Islâmica, Ramadan Shalad - ambos exilados na Síria. Nas últimas semanas tem sido fortes os rumores de que Israel pode libertá-lo, como resultado do acordo para o cessar-fogo.

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