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Trem bate em ônibus escolar no Egito e deixa 50 mortos

Ônibus carregava crianças entre 4 e 6 anos de idade, quando foi atingido; feridos foram atendidos em hospitais

estadão.com.br,

17 de novembro de 2012 | 09h53

ASSIUT, EGITO - Um trem em alta velocidade se chocou contra um ônibus que transportava crianças para o jardim de infância no sul do Egito neste sábado, 17, matando pelo menos 50 pessoas, disseram autoridades. Entre os mortos, havia dois adultos e 48 crianças entre 4 e 8 anos.

O ônibus foi atingido perto da vila de al-Mandara, no distrito de Manfaloot, província de Assiut, informou um oficial de polícia. O ônibus foi partido ao meio pela força do impacto. Segundo ele, aparentemente a travessia da via férrea não foi fechada com a aproximação do trem.

Dois funcionários de hospitais disseram que entre sete e 11 feridos estavam sendo tratados em duas instalações diferentes, muitos com membros decepados. Todos os funcionários falaram sob condição de anonimato pois não estavam autorizados a falar com a imprensa.

O sistema ferroviário do Egito tem um histórico de baixa segurança. O pior desastre ferroviário do país aconteceu em fevereiro de 2002, quando um trem indo para o sul do Egito pegou fogo, matando 363 pessoas. Reportagens citando estatísticas oficiais dizem que acidentes ferroviários e rodoviários provocaram mais de 7 mil mortes em 2010.

A agência de notícias estatal Mena informou que o ministro dos Transportes, Mohammed el-Meteeni, ofereceu sua renúncia ao presidente egípcio Mohamed Morsi. Segundo a agência, Morsi ordenou uma investigação sobre o acidente e disse que os culpados serião responsabilizados. O primeiro-ministro, Hesham Kandil, se dirigiu para o local do acidente.

Na aldeia de al-Mandara, famílias das vítimas e moradores se reuniram em torno do local do acidente e gritaram palavras de ordem contra o governo. Sheik Mohammed Hassan, habitante da região, disse que o governo deveria estar mais atento aos seus problemas internos. "O sangue de pessoas em Assiut é mais importante do que Gaza", afirmou.

Com AP e Reuters

Texto atualizado às 12h35

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