Pau Barrena / AFP
Pau Barrena / AFP

Trem com 150 passageiros descarrila em Barcelona e deixa um morto

Mais de 40 pessoas ficaram feridas; deslizamento de terra teria causado acidente

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2018 | 05h18
Atualizado 21 Novembro 2018 | 12h43

BARCELONA - Uma pessoa morreu e outras 49 ficaram feridas, sendo três com gravidade, após um trem com 150 passageiros descarrilar nesta terça-feira, 20, em Vacarisses, 35 km ao noroeste de Barcelona, informaram os serviços de emergência. Um deslizamento de terra teria causado o acidente.

A Defesa Civil da região de Catalunha disse em sua conta no Twitter que "133 pessoas foram afetadas. Destas, 1 morreu, 5 tiveram ferimentos graves (...), 44 ficaram levemente feridas e 83 saíram ilesas".

Dois dos seis vagões do trem que fazia o trajeto entre Manresa e Barcelona descarrilaram. Ele havia partido às 5h52 (2h52 em Brasília) de Manresa e se acidentou às 6h15 (3h15 em Brasília). Todos os passageiros foram retirados do trem, informou a companhia ferroviária pública espanhola Renfe em um comunicado.

"Observamos que ia freando até que as luzes de apagaram, e começou a se mover muito bruscamente", contou à emissora local TV3 Jordi Canudas, um dos passageiros. 

Outro afirmou ter tido a sensação de passar por um terremoto. "Parecia que eu estava caindo de um barranco", explicou. 

De acordo com Adif, a empresa que administra a rede ferroviária na Espanha, a causa do acidente foi um deslizamento de terra após dias de fortes chuvas na região. Imagens exibidas por TVs locais mostram rochas ao lado do comboio e as equipes de emergência retirando os passageiros.

O ministro espanhol de Desenvolvimento, José Luis Ábalos, explicou à rádio Cadena Ser que a área não resistiu ao desprendimento das rochas. Ele não detalhou se isso aconteceu antes ou durante a passagem do trem, mas anunciou que seu departamento investigará os detalhes do acidente.

Os deslizamentos já causaram descarrilamentos na mesma região em 2009, sem deixar vítimas, e em 2011, com 11 feridos leves. / AFP e EFE

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