Trem que descarrilou em NY estava a 132 km/h

Velocidade máxima na curva do acidente é de 48 km/h; pior tragédia ferroviária dos últimos 20 anos na cidade deixou 4 mortos e 67 feridos

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2013 | 02h07

Uma equipe de investigadores da Agência Nacional de Segurança em Transportes (NTSB, na sigla em inglês), que investiga acidentes nos EUA, disse ontem que o trem que descarrilou em Nova York no domingo, matando 4 pessoas e deixando 67 feridos, viajava a 132 km/h - a velocidade máxima na curva do acidente é de 48 km/h. Cerca de 150 pessoas estavam a bordo dos sete vagões.

Os investigadores recuperaram as duas caixas-pretas do trem. A primeira foi localizada na locomotiva traseira no mesmo dia do acidente. Ontem, eles acharam a segunda, que estava na locomotiva principal. Segundo Earl Weener, funcionário da agência, os equipamentos de registro de dados foram enviados para análise.

As quatro equipes de investigadores analisarão detalhes técnicos, como o estado de barras de metal e o sistema de freios. A investigação deve durar de sete a dez dias. Weener afirmou que a investigação pretende colher o depoimento de um engenheiro e do condutor do trem para esclarecer as circunstâncias do acidente.

Imagens. O descarrilamento ocorreu às 7h22, em uma curva fechada na região do Bronx, perto dos rios Hudson e Harlem, cerca de 16 quilômetros ao norte da Grand Central Station. Segundo a imprensa local, o maquinista informou ao serviço de resgate que acionou os freios para reduzir a velocidade, mas eles não funcionaram.

Ontem, operários começaram a recolocar os sete vagões de passageiros de volta nos trilhos e cães farejadores fizeram uma última varredura do local. De acordo com Keith Holloway, porta-voz da agência, os especialistas procuram imagens de vídeo do descarrilamento que possam explicar o que ocorreu no momento do acidente. Funcionários da Metro-North, empresa que opera a linha, disseram que não havia câmera a bordo do trem, mas é possível que haja câmeras de segurança na região do acidente, segundo Holloway. / REUTERS e EFE

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