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Trem que matou brasileira nos EUA acelerou antes de entrar em estação

Segundo comunicado do NTSB, dados da caixa-preta revelam que velocidade foi de 13 km/h para 33 km/h 38 segundos antes de colisão com estação em New Jersey

O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 22h43

NOVA YORK - O trem que colidiu no dia 29 contra a plataforma de uma estação de New Jersey, matando a brasileira Fabíola Bittar de Kroon, de 34 anos, e deixando 100 feridos, acelerou subitamente, justo antes de entrar na estação.

A aceleração ocorreu menos de um minuto antes do acidente na estação de Hoboken, informou nesta quinta-feira o NTSB, órgão americano responsável pela segurança nos transportes.

"A caixa-preta indica que o acelerador passou da posição neutra para a posição 4, quando o trem avançava a 13 km/h, aproximadamente 38 segundos antes da colisão. A velocidade do trem começou a aumentar e alcançou um máximo de 33 km/h", disse o NTSB, em comunicado.

Fabíola, a única pessoa que morreu no acidente, tinha acabado de deixar a filha de 1 ano em uma creche e esperava o trem na plataforma da estação de Hoboken para ir a Manhattan.

Os investigadores, que chegaram a Hoboken no dia do acidente em 29 de setembro, passaram dias tentando recuperar as caixas-pretas e a câmera de vídeo instalada na frente do trem.O NTSB ressaltou que os dados das caixas e da câmera foram recuperados, mas não antecipou nenhuma hipótese sobre a súbita aceleração do trem, que levava 250 passageiros de Manhattan a Hoboken no horário do rush.

O comunicado não menciona o maquinista do trem, ferido no acidente. Ele disse se lembrar de ter entrado na estação a 10 milhas/hora. O homem garante não se lembrar o momento do acidente.

O acidente reabriu o debate sobre os problemas de segurança dos trens e os atrasos nos investimentos na rede férrea americana./ AFP

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