Tremor de 6,9 graus mata ao menos 16 na Índia e no Nepal

Terremoto, seguido por outros dois sismos, de 6,1 e 5,3 graus, foi sentido em Bangladesh, e deixou comunidades isoladas

, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2011 | 00h00

AUHATI, ÍNDIA

Um terremoto de 6,9 graus na escala Richter atingiu o nordeste da Índia e o Nepal por volta das 18 horas de ontem, no horário local (9h30 em Brasília). Pelo menos 16 pessoas morreram.

O tremor foi sentido também na capital, Nova Délhi, no norte e leste do país, e em Bangladesh, embora em menos escala. Houve dois sismos subsequentes - de 6,1 e 5,3 graus.

No Estado indiano de Sikkim, um dos mais afetados, pelo menos 5 pessoas morreram e 50 ficaram feridas, de acordo com informações do governo local. Em Bengala, foram quatro mortes; e em Bihar duas.

O governo do Nepal confirmou a morte de cinco pessoas. Dois homens e uma criança teriam sido soterrados por um muro que desabou no lado de fora da embaixada da Grã-Bretanha na capital, Katmandu. O prédio do Parlamento, onde ocorria uma reunião de ministros sobre orçamento, foi esvaziado e os funcionários deslocados para um estacionamento vizinho.

Quase dez horas depois do terremoto, as autoridades ainda buscavam corpos e feridos. A área atingida é muito extensa e inclui vilarejos remotos. Algumas comunidades ficaram isoladas por deslizamentos de terra.

Na capital do Estado de Sikkim, Gangtok, na fronteira com o Nepal, a 68 quilômetros distante do epicentro do terremoto, duas estradas foram completamente destruídas e dois edifícios desabaram. O abastecimento de eletricidade e as linhas de telefone foram cortadas por problemas nas redes.

Darjeeling e Kalimpong, no Estado de Bengala, ficaram totalmente no escuro, segundo Mamata Banerjee, funcionário do governo local.

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, após convocar uma reunião de emergência com a Autoridade Nacional para Gerenciamento de Desastres, anunciou que mandaria tropas para ajudar no resgate das vítimas. A Força Aérea colocou cinco aviões militares à disposição das equipes de salvamento. / AP

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