Tremor mata mais de 12 mil e deixa 17 mil desaparecidos na China

País tem aceitado dinheiro e provisões dos outros países, mas não de especialistas em resgate

Efe,

14 de maio de 2008 | 04h39

O número de mortos segue aumentando à medida que avançam os trabalhos de resgate após o terremoto mais devastador na China em três décadas, e que até agora deixou mais de 12 mil mortos, 17.245 desaparecidos e 26.206 hospitalizados.  Veja também:Mau tempo dificulta resgates em cidade chinesaRéplica de 6,1 graus atinge capital de SichuanEUA vão dar US$500 mil para ajudar a China China simplifica caminho da tochaTremor prende 8 turistas por 26h em teleféricoEntenda como acontecem os terremotos  Vídeo com imagens do terremoto De Pequim, Cláudia Trevisan fala sobre o terremoto  O escritório de imprensa do Governo da província de Sichuan, no sudoeste do país, informou nesta quarta-feira, 14, que somente nesta província os mortos localizados até terça chegaram a 12.012, e que havia 323 em outras cinco províncias e no município de Chongqing. Diversas páginas da internet chinesa informam que o número de desaparecidos pode chegar a 60 mil em Wenchuan, onde foi localizado o epicentro do terremoto, mas um porta-voz do escritório de imprensa de Sichuan disse à Agência Efe desconhecer estes dados. A China está aceitando por enquanto a ajuda humanitária oferecida, entre outros, pelos Estados Unidos e a União Européia (UE), mas apenas em forma de dinheiro e provisões, e não de especialistas em resgate. "Agradecemos todas as iniciativas dos países que mostraram vontade de ajudar a China. Mas considerando que ainda não se restabeleceu o transporte e as comunicações na zona do terremoto, a China ainda não solicitou ajuda oficialmente a outros países ou organizações internacionais", declarou o vice-ministro de Assuntos Exteriores, Wang Yi. "Vamos analisar a situação e decidir se precisamos ou não das equipes de resgate estrangeiras", acrescentou Wang. O Governo chinês realiza um desdobramento em massa de suas forças de segurança nas áreas atingidas pelo terremoto. Cerca de 20 mil soldados do Exército de Libertação Popular (ELP) já estão na zona sacudida pelo terremoto, enquanto outros 30 mil se dirigem ao local por terra e trem, além de 2.500 efetivos da marinha, segundo o Ministério da Defesa. Está previsto que continue nesta quarta-feira o lançamento de material de emergência através de helicópteros nas regiões que continuam isoladas. Segundo a agência de notícias "Xinhua", 70% das estradas na área atingida pelo terremoto estão danificadas ou bloqueadas, e as contínuas chuvas aumentam o risco de deslizamentos de terras. A cidade mais castigada pelo terremoto é Mianyang, com 7.396 mortos, seguida de Mianzhu, com 3 mil mortos confirmados e 10 mil feridos, e o distrito de Qingchuan, com pelo menos mil mortos, 300 soterrados sob os escombros e 5 mil feridos.

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