Cherokee Sheriff's Office/AFP
Cherokee Sheriff's Office/AFP

Ataques a tiros em sala de massagem e spas no Estado da Geórgia deixam oito mortos; um homem é preso

Seis das vítimas eram asiáticas e apenas uma era homem; apesar de ainda não estar clara a motivação racial nos atentados, polícias locais reforçam segurança em comunidades asiáticas

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2021 | 22h08
Atualizado 17 de março de 2021 | 06h27

ATLANTA - Oito pessoas foram baleadas e mortas em episódios registrados em três locais diferentes - uma casa de massagem e dois spas - em dois condados do Estado americano da Geórgia. Um suspeito, identificado como Robert Aaron Long, de 21 anos, foi detido.

Segundo a polícia, não há, por enquanto, conexão clara entre esses incidentes. Seis das vítimas eram asiáticas e duas, brancas; exceto uma, todas eram mulheres, ainda de acordo com as autoridades locais.

A polícia do Condado de Cherokee respondeu a um chamado em um salão de massagem às 17h (hora local, 18h de Brasília) e encontrou várias vítimas de tiros, segundo o xerife Jay Baker. Duas pessoas pessoas estavam mortas. Três feridos foram levados a um hospital e um morreu.  

A polícia na cidade de Atlanta respondeu a uma ocorrência de roubo em outro local, um spa, e encontrou três pessoas mortas no estabelecimento. Do outro lado da rua, perto de outro spa, também havia uma pessoa baleada e morta, como explicou o chefe da polícia local, Rodney Bryant. Ainda não está claro onde morreu a oitava vítima.

Em Cherokee, a polícia divulgou fotos e procurou por um suspeito, um homem branco, que foi preso mais tarde. O condado fica a cerca de 64 km ao norte de Atlanta. O homem foi preso a cerca de 250 km ao sul da cidade. 

A polícia de Atlanta disse que estava em contato com as autoridades em Cherokee. Eles disseram que ainda era muito cedo para afirmar se há conexão entre os episódios, mas consideravam essa possibilidade. 

Segundo a NBC, os policiais ainda estão investigando um potencial motivo para os ataques a tiros e não quiseram divulgar se acreditam que tenham tido motivo racial. A violência antiasiática aumentou nos Estados Unidos desde o início da pandemia do coronavírus em 2020.

Houve quase 3,8 mil relatos de incidentes de ódio contra os americanos de origem asiática desde março passado, de acordo com a Stop AAPI Hate. A ONG disse que os tiroteios de terça "só vão aumentar o medo e a dor que a comunidade asiático-americana vem suportando".

A unidade de antiterrorismo do Departamento de Polícia de Nova York disse no Twitter que disponibilizaria agentes "nas grandes comunidades asiáticas em toda a cidade por excesso de cautela”.

Em Seattle, a polícia informou que também aumentaria as patrulhas e o alcance para apoiar a comunidade da cidade./ NYT

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.