Três bombas explodem na ilha espanhola de Maiorca

Três pequenas bombas explodiram neste domingo na ilha espanhola de Palma de Maiorca, segundo autoridades locais. As primeiras explosões ocorreram em dois restaurantes, e a terceira em um shopping center. Ninguém ficou ferido nos ataques, anunciados antes por telefonema de um grupo que afirmava ser o ETA (Pátria Basca e Liberdade).

AE, Agencia Estado

09 de agosto de 2009 | 16h48

A primeira explosão ocorreu perto das 14h30 (hora local), no banheiro feminino de um restaurante. A segunda bomba explodiu pouco depois, em outro restaurante. Por volta das 18h (locais), a terceira explosão ocorreu, causando pequenos prejuízos. Foi lançada uma grande operação em busca de suspeitos, envolvendo 1.600 agentes de segurança.

Um porta-voz do Ministério de Interior do governo regional informou que uma companhia de táxis da região basca, no norte da Espanha, recebeu um telefonema avisando sobre as bombas em Palma de Maiorca. A cidade é um destino bastante procurado durante os fins de semana.

Pela manhã, o ETA divulgou um comunicado assumindo a responsabilidade por diversos ataques recentes, incluindo um que provocou a morte de dois membros da guarda civil e outro que matou um inspetor de polícia.

Na carta, divulgada pelo diário Gara, que é pró-independência da região Basca, o grupo assumiu a autoria do ataque com carro-bomba de 30 de julho, ocorrido na frente do quartel-general da Guarda Civil na ilha de Maiorca. O ETA também disse estar por trás da explosão de outro carro-bomba, em 19 de junho, que matou um inspetor de polícia na cidade basca de Arrigorriaga.

Fundado há meio século, o ETA é culpado pela morte de 828 pessoas em sua violenta campanha pela criação de um território basco independente - região que compreende partes do norte da Espanha e sul da França. Considerado uma organização terrorista pela União Europeia e pelos Estado Unidos, o grupo retomou sua campanha de violência no meio de 2007, após um cessar-fogo de 15 meses, durante as negociações com o governo socialista do primeiro-ministro José Luis Rodriguez Zapatero.

As informações são da Dow Jones.

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