Três britânicos denunciam abusos em Guantánamo

Três britânicos libertados da penitenciária mantida pelos Estados Unidos em uma base naval em Guantánamo, Cuba, foram submetidos a tratamento brutal, de forma sistemática, durante o tempo em que estiveram detidos, informa o jornal The Guardian. Um informe compilado pelos advogados dos britânicos também declara que um oficial do Exército da Grã-Bretanha interrogou um dos homens no Afeganistão enquanto um soldado americano apontava uma arma para sua cabeça e ameaçava disparar, prosseguiu o diário londrino. Os três suspeitos denunciam que foram espancados, não tiveram acesso a água e comida em quantidade adequada e foram fotografados nus em um dia frio pelos soldados americanos. Ainda de acordo com os advogados, eles fizeram confissões falsas depois de serem submetidos a tratamento brutal. "É isso o que se obtém em Guantánamo: confissão falsa atrás de confissão falsa", disse Michael Ratner, diretor do Centro de Direitos Constitucionais, um renomado escritório de advocacia especializado em direitos civis, responsável pelo estudo. Asif Iqbal, Ruhal Ahmed e Shafiq Rasul - três amigos naturais de Tipton, região central da Inglaterra - foram libertados de Guantánamo em março, depois de passarem mais de dois anos detidos sem acusações pendentes nem acesso a advogados.

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