Três civis morrem em ofensiva do governo sírio perto de Damasco

Militares tentam retomar o controle da parte oriental da capital; seis soldados também morreram

Agência Estado

29 de janeiro de 2012 | 11h31

Militares sírios lançaram uma ofensiva neste domingo, 29, para retomar o controle de subúrbios na parte oriental de Damasco, que deixou pelo menos três civis mortos. Seis soldados também morreram quando uma bomba explodiu próximo ao ônibus em que eles viajam em uma estrada ao sul da capital.

Ativistas disseram que as forças do governo despacharam tanques e veículos armados para reforçar as tropas presentes nos subúrbios e vilas próximas a Damasco, onde os desertores aumentaram seu poder nos últimos dias. No sábado, 28, a região foi palco das lutas mais intensas próximas da capital.

 

Diplomacia

 

A escalada de violência acontece um dia depois de a Liga Árabe ter anunciado a suspensão da sua missão de monitores ao país.

 

Segundo a BBC, o secretário-geral da Liga, o general Nabil el-Arabi, justificou a decisão dizendo que "a deterioração crítica da situação na Síria e o contínuo uso da violência" determinaram o fim imediato da missão.

 

A missão da Liga Árabe chegou à Síria em dezembro e levou à elaboração de um plano de ação, que pede a renúncia do presidente Bashar al-Assad e a formação de um governo de unidade nacional com participação da atual oposição.

 

O plano serviu de base para uma proposta de resolução no Conselho de Segurança da ONU. A proposta foi discutida no Conselho na sexta-feira, mas diplomatas russos manifestaram que não pretendem aprovar o texto. A Rússia tem poder de veto no Conselho de Segurança.

 

O governo da Síria também criticou a proposta da ONU, afirmando que o plano serviria para provocar uma intervenção militar internacional no país.

"Isso terá um impacto negativo e colocará pressões nas deliberações [do Conselho de Segurança] com objetivo de conclamar por intervenção estrangeira e encorajar grupos armados a aumentarem a violência", disse uma autoridade síria na TV estatal do país, no sábado.

 

O secretário-geral da Liga Árabe deve falar no Conselho de Segurança na terça-feira. Ele tem conversado diretamente com diplomatas russos, na tentativa de mudar a posição do país em relação à resolução. A proposta deverá ser votada ainda nos próximos dias.

 

A ONU afirmou em dezembro que desde março do ano passado cinco mil pessoas já morreram no conflito entre governo e manifestantes na Síria.

 

(Com informações da BBC Brasil)

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