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Três explosões deixam 34 mortos e mais de 120 feridos em Alepo

Grupo radical islâmico reivindica autoria do ataque realizado em meio à ofensiva rebelde

estadão.com.br,

03 de outubro de 2012 | 06h05

Texto atualizado às 19h44

DAMASCO - Uma série de atentados deixou ao menos 34 mortos nesta quarta-feira, 3, em Alepo, a segunda maior cidade da Síria - 122 pessoas ficaram feridas. Ao menos três suicidas explodiram carros-bomba em uma área controlada por forças de Bashar Assad na cidade. Uma quarta explosão atingiu a entrada do centro histórico, considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

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O atentado foi reivindicado pelo pequeno grupo radical islâmico Jabhat al-Nusra (Frente da Vitória, em árabe), suspeito de cometer outros atentados do gênero. O governo sírio acusou os rebeldes que lutam para tirar Assad do poder. As forças antirregime incluem militantes islâmicos sunitas e o ataque é similar a outros atentados executado por grupos inspirados pela Al-Qaeda. A oposição síria, no entanto, nega que tenha qualquer ligação com grupos terroristas.

Um oficial do governo sírio afirmou que o número de mortos, provavelmente, aumentará, pois muitos dos feridos estão em estado grave. Imagens de uma emissora estatal mostram destruição no entorno da praça Saadallah al-Jabri, onde também fica um hotel. Um prédio aparentava ter desabado e a fachada de outro estava bastante danificada. Dentro do hotel havia um bar frequentado por oficiais do regime.

"Foi como uma série de terremotos", disse um morador à agência Associated Press, por telefone. "Foi horrível, horrível." De acordo com a testemunha, o clube de oficiais e o hotel ficaram completamente destruídos com as explosões.

Os rebeldes anunciaram, na semana passada, uma nova campanha para controlar Alepo, cidade estratégica no norte da Síria, onde há dois meses eles lutam contra forças do regime.

Centro comercial, a cidade escapou por muito tempo do confronto na Síria. Nos últimos meses, no entanto, tornou-se um alvo estratégico em razão da crescente presença de rebeldes nas áreas próximas da fronteira com a Turquia.

Com AP

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