Três feridos em protesto na Venezuela

Três pessoas ficaram feridas durante um confronto entre ex-empregados petroleiros e membros da Guarda Nacional ocorrido nas imediações da refinaria de Paraguaná, no oeste da Venezuela, relatou nesta quinta-feira a uma emissora de televisão um dos ex-funcionários do complexo petrolífero. O incidente - ocorrido na quarta-feira, dia em que centenas de milhares de opositores e de simpatizantes do presidente Hugo Chávez se manifestaram respectivamente a favor e contra a realização de um referendo que poderá retirá-lo do poder - começou quando uma centena de agentes federais cercaram os arredores do conjunto habitacional de Punto Fijo, a 350 km a oeste de Caracas, para dali desalojarem os ex-empregados da PDVSA, a estatal de petróleo. Um grupo de manifestantes formou uma corrente humana na tentativa de impedir a passagem dos militares em direção ao conjunto residencial, relatou Juan José de Freitas. A Guarda Nacional precisou lançar gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os ex-trabalhadores, disse De Freitas, acrescentando que durante o confronto três manifestantes ficaram feridos no rosto e no resto do corpo ao serem alcançados pelas balas e pelos gases.A residência de Edgar Rasquin, ex-gerente da PDVSA em Paraguaná - a maior refinaria do país -, foi ocupada pela Guarda Nacional. Rasquin declarou à TV Globovisión que está disposto a deixar a moradia de forma pacífica, mas solicitou a presença da Procuradoria Geral e da Defensoria do Povo para evitar novos feridos e garantir a manutenção de seus direitos.

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