REUTERS/Eduard Korniyenko
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Três homens-bomba se explodem em frente a uma delegacia na Rússia

Agressores invadiram o local para explodir as bombas em seu interior, mas policiais evitaram a ação. Autoridades esvaziaram todos os edifícios oficiais da cidade de Novoselskoye e reforçaram a segurança na região

O Estado de S. Paulo

11 Abril 2016 | 11h57

MOSCOU - Três homens-bomba se explodiram nesta segunda-feira, 11, em frente a uma delegacia em um povoado da região de Stavropol, no Cáucaso russo, informaram fontes dos serviços de segurança do país.

A explosão aconteceu na cidade de Novoselskoye e, "segundo dados preliminares, não há vítimas", confirmou o promotor da região, Yuri Turiguin.

Os três agressores trataram de invadir a delegacia para explodir as bombas em seu interior, mas os agentes conseguiram evitar a tragédia.

"Três pessoas detonaram os explosivos depois que o vigilante bloqueou a porta do edifício", disse Serguei Karamichev, número dois da delegacia e que estava no local no momento do ataque.

"Estávamos em uma reunião esta manhã e ouvimos cinco explosões", acrescentou, antes de explicar que eram "três homens-bomba e uma granada". Ainda não se sabe a origem da quinta detonação.

"Quando três desconhecidos vestidos de preto, de aspecto não eslavo, se dirigiram bruscamente em direção à delegacia, os policiais abriram fogo contra eles. Quando um dos terroristas foi alcançado, ativou o cinto com explosivos que levava", explicou um porta-voz de Interior à agência de notícias Interfax.

"Atualmente há três cabeças diante da delegacia. Os legistas trabalham com elas para identificar os criminosos", precisou o porta-voz.

As agências de notícias russas informaram sobre a presença de um quarto criminoso, morto pela polícia durante o ataque.

Autoridades esvaziaram todos os edifícios oficiais da cidade e reforçaram a segurança em toda Stavropol, uma das sete regiões do conflituoso Cáucaso do Norte, palco de frequentes atentados e operações policiais contra terroristas islamistas. A polícia pediu aos moradores da pequena cidade de 8 mil habitantes que permaneçam em suas casas. /EFE e AFP

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