Três líderes tibetanos e 650 manifestantes são presos no Nepal

Líderes são detidos por 'prejudicar as relações com a China'; protesto ocorria em frente a embaixada chinesa

Efe,

19 de junho de 2008 | 14h45

Três líderes da comunidade tibetana no Nepal foram presos pelas autoridades nepalesas após serem acusados de "prejudicar as relações diplomáticas com a China", informou nesta quinta-feira, 19, à Agência Efe uma fonte oficial. Além disso, 650 manifestantes pró-Tibete foram detidos nesta quinta nos limites da seção de vistos da Embaixada da China em Katmandu.   Os líderes foram detidos em suas casas pela polícia e foram transferidos para a prisão, onde permanecerão por 90 dias, segundo a fonte. Os detidos são Kelsang Chung, diretor do Centro de Recepção de Refugiados Tibetanos, e Ngawang Sangmo e Tashi Dolma, membros da Associação de Mulheres Tibetanas.     Os protestos diante da representação diplomática chinesa são constantes na capital nepalesa e só foram interrompidos durante a campanha eleitoral que precedeu às eleições de 10 de abril. Geralmente, centenas de manifestantes costumam ser detidos em todos os protestos, mas são liberados logo depois.   O Nepal se mostrou inflexível no controle dos protestos pró-tibetanos em seu território, já que quer manter boas relações com a China. A relação entre os dois países poderia se estreitar ainda mais depois que os maoístas formarem o governo no Nepal.   A antiga guerrilha venceu as eleições de abril e liderará o novo Executivo, mas o governo ainda permanece na interinidade. No dia 28 de maio, a Assembléia Constituinte do Nepal proclamou a República, pondo fim a 240 anos de Monarquia no país.  

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