Três militares e líder sindical fogem da prisão na Venezuela

As autoridades venezuelanas tentam capturar nesta segunda-feira o líder sindical Carlos Ortega, condenado a 16 anos por rebelião civil contra o governo. Três militares também estão foragidos da prisão militar de segurança máxima. Dois deles são acusados de conspirar contra a vida do presidente Hugo Chávez.O ministro da defesa, general Raúl Isaías Baduel, disse nesta segunda-feira que "não há violência física em nenhuma setor (da prisão militar), não há túnel ou mecanismo que teria auxiliado na fuga, tudo indica que houve cumplicidade interna". Dois militares e oito presos da prisão militar de segurança máxima foram detidos por suposta cumplicidade na fuga que, segundo as autoridades, se deu na madrugada do domingo.De acordo com o jornal El Universal, o fiscal geral da Venezuela, Isaías Rodrigues, solicitou ao governo a vigilância de embaixadas para evitar um eventual pedido de asilo dos fugitivos, e o controle de todos os aeroportos da Venezuela. Ortega, 59 anos, foi um dos líderes da greve petroleira contra Hugo Chávez entre 2002 e 2003, que provocou prejuízos de 14 milhões de dólares, segundo dados oficiais. O líder sindical foi condenado a 16 anos de prisão por rebelião civil, incitação a delinqüência e uso de documento público falso. Fugitivo desde fevereiro de 2003, a Costa Rica havia concedido asilo, mas em 2004 foi revogado por violar as condições de seu status e voltou à Venezuela em agosto desse ano, quando um referendo revogatório foi realizado, tendo Chávez como vencedor.

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