Três monges morrem e 9 desaparecem em Mianmar

Mais de 50 mosteiros foram revistados em todo o país e dois foram fechados em Rangun

Efe,

29 de janeiro de 2008 | 06h37

Pelo menos três monges budistas birmaneses morreram e outros nove seguem desaparecidos depois da brutal repressão das manifestações a favor da democracia de setembro do ano passado, denunciou uma associação de religiosos. A Aliança de Todos os Monges Budistas de Mianmar (AABBM, sigla em inglês) disse que dois deles foram mortos a tiros e o terceiro, de um mosteiro na região da minoria étnica karen, foi torturado até a morte pelos soldados que invadiram seu templo, informou nesta terça-feira, 29, o jornal dissidente The Irrawaddy. Segundo o grupo, 61 religiosos foram detidos, enquanto a Associação de Ajuda aos Presos Políticos em Mianmar, com sede na Tailândia, eleva o número para 110. Mais de 50 mosteiros foram revistados em todo o país e dois foram fechados em Rangun pelas forças de segurança, que em algumas ocasiões destroçaram os recintos. Pelo menos 15 monges se viram obrigados a deixar o país por temer por suas vidas, acrescentou a AABBM. Um dos religiosos aprisionados, U Gambira, que permaneceu escondido por quase dois meses antes de ser encontrado pelos serviços de inteligência, foi condenado à prisão perpétua por alta traição ao regime, pois liderou os protestos e pediu que a população civil se rebelasse.

Tudo o que sabemos sobre:
Mianmarmonges

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.