(Photo by JAAFAR ASHTIYEH / AFP)
(Photo by JAAFAR ASHTIYEH / AFP)

Três palestinos mortos em tiroteio com forças israelenses na Cisjordânia

Entre os mortos, dois eram agentes de segurança e um era militante da Jihad Islâmica

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2021 | 08h00

Três palestinos morreram nesta quinta-feira em Jenin, norte da Cisjordânia ocupada, em um tiroteio com as forças israelenses, informaram fontes oficiais palestinas e israelenses.

As forças especiais tinham entrado na cidade palestina de Jenin para deter pistoleiros suspeitos de terem atacado recentemente as tropas israelitas. Entre os mortos, dois eram agentes de segurança palestinos. O outro era militante da Jihad Islâmica, segundo a Reuters.

"As forças israelenses organizaram uma operação para deter dois terroristas que executaram ataques armados. Um palestino que abriu fogo morreu", afirmou à AFP uma fonte das forças de segurança israelenses.

Depois do incidente inicial, os palestinos "atiraram contra as forças israelenses e durante o tiroteio outros dois palestinos morreram", acrescentou a fonte.

Os dois oficiais palestinos podem ter sido mortos num possível caso de mal-entendido já que membros de segurança da Autoridade Palestina (AP) raramente entram em conflito com os seus homólogos israelitas e normalmente mantêm-se afastados das disputas israelitas na Cisjordânia.

A agência oficial palestina Wafa confirmou o balanço de três palestinos mortos no tiroteio.

O primeiro palestino morto pelos israelenses foi Jamil al Amuri, informou o ministério palestino da Saúde.

Os outros dois, Adham Eleiwi e Taysir Issa, eram membros do serviço de inteligência militar da Autoridade Palestina, informaram fontes das forças de segurança palestinas.

Nenhum soldado israelense foi ferido no tiroteio.

O funeral dos três palestinos acontecerá nesta quinta-feira e as autoridades palestinas convocaram uma greve e uma passeata para denunciar as mortes em Jenin, cidade que é cenário frequente de confrontos.

As forças israelenses organizam operações de detenção com frequência na Cisjordânia ocupada. As autoridades do país ainda não comentaram o caso.

A Autoridade Palestina coordena a segurança com Israel na Cisjordânia, apesar das longas conversações sobre a resolução do conflito entre Israel e Palestina. Durante os combates do mês passado sobre o enclave gerido pelos palestinianos em Gaza, a agitação também se instalou na Cisjordânia.

Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do Presidente palestino Mahmoud Abbas, disse que o incidente foi uma "perigosa escalada" e que a AP estava a responsabilizar Israel pelas consequências. / AFP e REUTERS

 

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