Três pessoas morrem em deslizamento de estrada na Colômbia

Pelo menos três pessoas morreram nesta quarta-feira no deslizamento de um trecho da estrada que liga Cali a Buenaventura, no sudoeste da Colômbia, devido às intensas chuvas que atingem grande parte do país, informou o Instituto Nacional de Vias (Invías).O diretor geral do Invías, Enrique Martínez, disse a jornalistas em Cali, capital do departamento de Valle, que o deslizamento de rochas e lodo soterrou uma casa e levou à interrupção do tráfego na estrada.As três vítimas desta quarta-feira se somam aos 107 mortos, 11 desaparecidos, 217 feridos e 93 mil desabrigados devido às más condições climatológicas que persistem no país desde março, segundo um relatório apresentado na terça-feira pela Direção de Socorro daCruz Vermelha colombiana.A casa soterrada era habitada por três ou quatro pessoas que estão sendo procuradas por brigadas de resgate na área do desmoronamento.Na Semana Santa, uma série de deslizamentos na mesma estrada deixou mais de 30 mortos e fez com que centenas de veículos ficassem parados na via, a maioria grandes caminhões que transportam carga vinda de ou para Buenaventura, o principal porto marítimo colombiano.As chuvas, que começaram em março, causaram deslizamentos e inundações em 181 municípios de 24 departamentos do país, em uma das temporadas de chuvas mais intensas da última década.Mais de três mil casas destruídas, dezenas de estradasinterrompidas ao tráfego, pontes derrubadas e milhares de hectares inundados se somam ao panorama de tragédia causada pela primeira temporada de chuvas do ano.A Direção para a Prevenção e Atenção de Desastres reiterou os pedidos de recomendação aos comitês regionais e locais e a outros organismos de socorro de todo o país para manter o alerta, especialmente em zonas ribeirinhas ou vulneráveis a deslizamentos.Desde a semana passada, o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais e outras autoridades declararam "alerta vermelho" em trechos dos rios Cauca e Magdalena, os principais do país.O Instituto advertiu que a atual temporada de chuvas durará até meados de junho, como conseqüência do fenômeno "el niño", e que podem ocorrer mais desastres.

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