Três pistoleiros são mortos ao atacar ONU na Somália

Pistoleiros invadiram uma instalação da Organização das Nações Unidas (ONU) na Somália, provocando um enfrentamento que deixou três dos agressores mortos e um outro ferido, informou hoje a entidade. O ataque começou quando dez pistoleiros chegaram e abriram fogo contra os guardas da instalação, após eles se recusarem a permitir a entrada dos homens armados no prédio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Wajid, uma base de ajuda humanitária no sul da Somália, disse Peter Smerdon, um porta-voz do programa. Os guardas responderam ao fogo e o tiroteio durou 15 minutos, afirmou. "O PMA elogia os guardas pela defesa do edifício e do pessoal da ONU", disse Smerdon. "Agora estamos conversando com as autoridades e a comunidade local para acalmar a situação."

AE-AP, Agencia Estado

17 de agosto de 2009 | 12h48

De acordo com ele, um dos guardas teve ferimentos leves. O PMA enviou ao Quênia os nove membros estrangeiros do seu pessoal, mas as operações de entrega de ajuda aos somalis não foram afetadas. Um grupo extremista islâmico, a Al-Shabab, controla a cidade e Smerdon disse que os atiradores eram "elementos foragidos da Al-Shabab de fora de Wajid". Essa versão não pôde ser verificada por outra fonte. Os Estados Unidos dizem que a Al-Shabab tem laços com a rede terrorista Al-Qaeda, algo que o grupo somali nega. O líder ancião do local, Moalin Isaq, disse que os moradores receberam informações de que um ataque iria acontecer e se organizaram para defender o prédio da ONU.

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