Três principais concorrentes são contra legalização da maconha

BUENOS AIRES

O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2015 | 02h02

Os três candidatos presidenciais com chance de chegar à presidência argentina são claramente contrários a seguir a linha do vizinho Uruguai, que não só regulou a venda de maconha como assumiu papel de fornecedor. Embora proibido, o plantio em casa é comum e pouco reprimido na Argentina.

O governista Daniel Scioli, que representa o grupo político mais próximo de uma abertura - o ex-presidente uruguaio José Mujica fez campanha por ele em Buenos Aires -, nem sequer pretende debater o tema. Sua convicção alimentou uma discussão dentro do kirchnerismo com o candidato a substituí-lo no governo da Província de Buenos Aires. Aníbal Fernández, chefe de gabinete de Cristina Kirchner, é favorável à descriminação da droga. "Se ele não se atreve, não se atreve", provocou Fernández, recebendo a resposta que Scioli normalmente dá ao "fogo amigo", nenhuma.

Mauricio Macri foi mais discreto e afirmou apenas que o tema não está em seu programa. O ex-kirchnerista Sergio Massa, dono do programa mais radical em ações contra o narcotráfico, raramente é questionado sobre o tema porque sua posição é óbvia. Em 2013, ele disse que bateria nos filhos se os flagrasse fumando a droga. / R.C.

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