AP Photo/Evan Vucci
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3/4 do mundo não confiam em Trump, revela pesquisa

Presidente americano é amplamente impopular no exterior, com exceção de Rússia e Israel; mais da metade do planeta o considera ‘arrogante e perigoso’

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 12h20

WASHINGTON - Cerca de três quartos do planeta não confiam em Donald Trump para administrar o papel dos EUA nos assuntos mundiais, revela uma pesquisa do Pew Research Center realizada em 37 países.

Apenas 22% dos entrevistados disseram confiar no presidente americano, um porcentual muito inferior aos 64% registrados por seu antecessor, Barack Obama, nos últimos anos de seu governo. Em muitos países, o apoio ao republicano é menor do que o registrado pelo ex-presidente George W. Bush em 2004, logo após a invasão ao Iraque.

A pesquisa mostra que Trump é amplamente impopular no exterior, com a notável exceção de Rússia e Israel, onde é inclusive mais bem-visto que Obama. Aproximadamente dois terços dos entrevistados descrevem o magnata como “arrogante e perigoso”.

"A parte da opinião pública que tem uma opinião positiva sobre os EUA despencou em vários países da América Latina, da América do Norte, da Europa, da Ásia e da África", aponta o instituto. A queda da confiança no presidente americano é particularmente pronunciada entre os aliados dos EUA no território europeu e asiático, assim como no Canadá e no México.

Rússia e Israel são os únicos países nos quais os entrevistados disseram ter mais confiança em Trump do que em Obama.

Em relação às medidas concretas propostas por Trump, 76% declararam ser contra seu projeto de construir um muro na fronteira com o México.

Porcentuais similares de rejeição são registrados quando se trata do Acordo de Paris sobre mudança climática, de sua vontade de retirar os EUA de vários tratados internacionais, e até em relação à proibição de cidadãos de seis países de maioria muçulmana de entrarem em território americano.

Em pesquisa divulgada nos EUA na semana passada pela emissora CBS, Trump aparece com 36% de aprovação, o pior índice desde que chegou à Casa Branca no dia 20 de janeiro. / AFP

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