Três rebeldes e dois militares morrem em combate nas Filipinas

Choque se deu na ilha de Jolo, em que dez marinheiros foram decapitados por guerrilheiros em 2007

EFE

04 de fevereiro de 2008 | 03h39

Três supostos membros do grupo radical islâmico Abu Sayyaf e dois soldados filipinos morreram nesta segunda-feira durante um confronto na região sul do arquipélago, informaram fontes militares. O choque ocorreu no início da manhã em uma área da floresta ao norte da ilha de Jolo, 980 quilômetros ao sul da capital, segundo o chefe do Comando de Mindanao Ocidental, tenente-general Nelson Allaga. Uma patrulha de tropas se deparou com um número indeterminado de guerrilheiros que supostamente teriam seqüestrado na semana passada a empresária local de origem chinesa Rosalie Lao, acrescentou. O combate durou cerca de uma hora, antes que os rebeldes fugissem para uma região mais fechada da floresta pela qual passam para ir ao seu abrigo nas montanhas.  Jolo está totalmente sitiada desde que, em julho de 2007, dez marinheiros foram decapitados e mutilados, em um fato que provocou um escândalo no país e precipitou o início da ofensiva militar contra os insurgentes muçulmanos. Desde então, dezenas de milhares de pessoas abandonaram suas casas no local e na vizinha Basilan, e quase 300 soldados, rebeldes e civis morreram nos choques, segundo as agências de ajuda humanitária. Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, o Abu Sayyaf está ligado à rede Al Qaeda. Ao grupo são atribuídos alguns dos atentados mais violentos dos últimos anos nas Filipinas.

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