Três são condenados à morte por ataque ao Parlamento indiano

Três muçulmanos, originários da disputada região da Caxemira, foram sentenciados à morte por enforcamento por terem participado de um atentado, no ano passado, contra o Parlamento da Índia, o que quase causou uma guerra com o vizinho Paquistão. O juiz S. N. Dhingra condenou à morte os três cidadãos indianos depois de tê-los considerado culpados por assassinato e por travarem uma guerra contra o país. Os três teriam sido inspirados por Osama bin Laden, líder da rede Al-Qaeda, e por militantes extremistas do vizinho Paquistão. Os homens não participaram diretamente do atentado de 13 de dezembro de 2001, quando cinco supostos militantes islâmicos assassinaram nove pessoas no Parlamento, antes de serem mortos pelas forças de segurança. A promotoria acusava os três homens condenados hoje de terem ajudado a planejar o atentado. "Eu os sentenciei à morte pelo atentado. Eles são inimigos da raça humana. Eles não são merecedores de leniência", declarou o juiz, ao condenar Syed Abdul Rahman Geelani, Mohammed Afzal e Shaukat Hussain Guru com base na lei indiana de combate ao terrorismo. A esposa de Guru foi condenada a cinco anos de prisão por não ter entrado em contato com as autoridades para denunciar o complô. Os réus juram ser inocentes. Seus advogados informaram que recorrerão da decisão do juiz.

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