Ahmad Shalha/Reuters
Ahmad Shalha/Reuters

Três soldados libaneses são mortos perto da fronteira síria

Ataque ocorreu em área usada por rebeldes sírios e seus apoiadores para contrabandear armas e combatentes

O Estado de S. Paulo,

28 Maio 2013 | 14h04

BEIRUTE - Atiradores mataram três soldados libaneses em um posto de controle do Exército no Vale do Beqaa, nesta terça-feira, 28, antes de fugirem para a fronteira com a Síria, disseram autoridades libanesas.

Não estava claro quem realizou o ataque, que é o mais recente incidente em uma região de fronteira cada vez mais envolvida pela violência na vizinha. A guerra civil na Síria tem dividido o Líbano, com mais xiitas libaneses apoiando o presidente sírio, Bashar Assad, e muitos sunitas apoiando os rebeldes sírios, o que coloca o Exército libanês sob pressão para conter as tensões sectárias.

Os grupos sunitas no norte e no leste do Líbano culpam o Exército por impedir seus esforços de apoiar os rebeldes sírios com armas e combatentes e, ao mesmo tempo, não impedir que o grupo militante xiita Hezbollah envie combatentes para apoiar Assad.

O tiroteio desta terça-feira ocorreu antes do amanhecer perto da cidade de Arsal, em uma área utilizada por rebeldes sírios e seus apoiadores libaneses para contrabandear armas e combatentes. "Soldados no ponto de controle enfrentaram os agressores e o confronto que se seguiu resultou no martírio de três soldados", disse o Exército, por meio de um comunicado.

Horas antes, um foguete foi disparado sobre a cidade de maioria xiita Hermel, cerca de 30 km ao norte da Arsal, matando uma mulher e ferindo duas pessoas, disse o Exército.

A violência na Síria, onde 70 mil pessoas foram mortas em 26 meses, está avançando para o Líbano, aumentando os temores sobre o destino de uma nação pequena que teve entre 100 mil e 150 mil mortos em sua própria guerra civil de 1975 a 1990.

O Hezbollah tem lutado ao lado das forças de Assad para expulsar os rebeldes da cidade fronteiriça síria de Qusayr, enquanto muitos homens armados sunitas pró-rebeldes atravessaram a fronteira para se juntar à revolta. / REUTERS

 
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