Três suspeitos de terrorismo aceitam ir para os EUA

Três homens aceitaram entregar-se aos Estados Unidos, onde são acusados de conspirar para traficar drogas em troca de mísseis antiaéreos que seriam vendidos à rede extremista Al-Qaeda.Numa atitude que surpreendeu até ao advogado dos suspeitos, os dois paquistaneses e o cidadão indiano, naturalizado norte-americano, informaram que não lutariam contra a extradição, numa batalha judicial que poderia durar semanas ou até meses.Os homens não revelaram o motivo pelo qual decidiram aceitar ir à Califórnia, onde enfrentarão acusações que poderão render sentenças de prisão perpétua a todos eles.Provavelmente, eles serão levados aos Estados Unidos dentro de algumas semanas. O chefe executivo de Hong Kong, Tung Chee-hwa, deverá primeiro aprovar a extradição.Os suspeitos foram detidos durante uma operação de agentes à paisana do FBI. De acordo com as investigações, os três homens teriam concordado em fornecer haxixe e heroína, em troca de quatro lançadores de mísseis Stinger.Esse tipo de armamento é capaz de derrubar aviões em baixa altitude, inclusive aeronaves comerciais. O equipamento seria repassado à Al-Qaeda, rede liderada pelo milionário saudita exilado Osama bin Laden."Não faço nenhuma objeção à rendição - o mais rápido possível", disse o réu Syed Saadat Ali Faraz, de 54 anos, autodescrito como um comerciante de Peshawar, Paquistão, que conversou com a corte por intermédio de um intérprete de urdu.Faraz e os outros réus, Muhammed Abid Afridi, de 29 anos, também de Peshawar, e Ilyas Ali, de 55, um indiano naturalizado norte-americano, estão detidos desde o último dia 20 de setembro. Jonathan Acton-Bond, advogado dos réus, recusou-se a comentar a decisão de seus clientes quando questionado por jornalistas.

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