Três vão parar no hospital nas corridas de Pamplona

Um manada de touros conhecidos por sua ferocidade na arena, mas disciplinados conjunto quando correm pelas ruas, feriu três pessoas, hoje, nas famosas festas de San Fermín. Um morador de Pamplona, de 36 anos, foi atingido nas nádegas e sofreu um corte na cabeça. Dois outros espanhóis machucaram-se, um com torção de tornozelo e o outro com fratura no ombro, no quinto dia de corrida de touros, segundo a prefeitura de Pamplona.A correria louca ? homens na frente, touros atrás ? levou apenas dois minutos e meio, a mais rápida das oito planejadas para o festival.A meia dezena de touros, correndo com seis novilhos e milhares de seguidores, era do rancho Miúra, um dos mais antigos e prestigiados da Espanha.Com seus corpos longos e luzidios, os touros miúras são conhecidos por sua performance na arena. O rancho tornou-se tão parte da cultura espanhola que o termo miúra é usado até para descrever uma pessoa irada.Mas os miúras tendem a caminhar juntos e a preocupar-se com seus próprios assuntos, quando correm em San Fermín. Por essa razão, são escolhidos para os fim de semanas de multidões, na mais popular festa de verão da Espanha. Um touro isolado é considerado mais perigoso, porque pode ficar desorientado e é mais provável que ataque as pessoas. Muitos dos touros escorregaram e caíram, na curva acentuada ? conhecida como, La Estafeta - que leva ao final do percurso de 800 metros pelas ruas de pedra de Pamplona. Quando o engavetamento que eles provocaram desfez-se, um animal cor de chocolate correndo sozinho liderou a manada para a arena, onde eles enfrentariam a morte, à tarde, nas mãos dos matadores.Alguns corredores, usando o tradicional lenço vermelho de San Fermín, tocavam as ancas dos touros, enquanto eles trotavam para a arena, uma gafe considerada desrespeitosa ao animal. Mas muitos o fizeram assim mesmo.Famoso por suas festas de rua que duram a noite toda, o festival de San Fermín remonta ao século 16 e se tornou conhecido mundialmente quanto o escritor americano Ernest Hemingway as descreveu em seu romance de 1926, The Sun Also Rises (O Sol Também se Levanta). Desde que se começou a fazer um registro, em 1924, 13 pessoas já morreram nas corridas pelas ruas. A última vítima fatal foi um americano, em 1995.

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