Bruno Kelly/Reuters
Bruno Kelly/Reuters

Três variantes do coronavírus são encontradas em 14 países das Américas, diz Opas

Segundo o escritório regional da OMS, de acordo com documentação recente, as pessoas infectadas com a variante britânica 'têm um risco maior de morrer do que as pessoas infectadas com outras variantes'

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2021 | 21h56

WASHINGTON - A Organização Pan-americana da Saúde (Opas) informou nesta quinta-feira, 28, que três variantes do novo coronavírus, detectadas inicialmente no Reino Unido, África do Sul e Brasil, foram encontradas em 14 países das Américas.

Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Cuba, Equador, Estados Unidos, Jamaica, México, Panamá, Peru, República Dominicana, Santa Luzia e Trinidad e Tobago reportaram ao menos uma destas três mutações do vírus Sars-CoV-2, segundo a última atualização epidemiológica da Opas, escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Em 25 de janeiro de 2021, 14 países relataram a detecção da variante VOC 202012/01, a variante 501Y.V2 e a variante P.1", afirma o relatório, se referindo às mutações identificadas em dezembro no Reino Unido, África do Sul e Brasil, respectivamente.

A Opas explicou que, de acordo com documentação recente, as pessoas infectadas com a variante britânica "têm um risco maior de morrer do que as pessoas infectadas com outras variantes".

Em relação à variante sul-africana, indicou que estudos preliminares sugerem que está associada "a uma carga viral mais elevada, o que poderia sugerir uma potencial maior transmissibilidade".

A Opas informou em um comunicado que o aparecimento dessas mutações "levantou preocupação sobre a possível maior disseminação e gravidade dos casos de covid-19 na região".

“As mutações são esperadas como parte da disseminação de qualquer vírus”, disse Sylvain Aldighieri, gerente de incidentes da Opas, instando as autoridades a continuarem fortalecendo as medidas de controle de doenças.

Ele observou que há uma necessidade de expandir a vigilância genômica regional, investigação de surtos e rastreamento de contatos. E eventualmente será necessário “ajustar as medidas de saúde pública e sociais para reduzir a transmissão”, acrescentou.

De acordo com o especialista, com as cepas britânicas e sul-africanas, a transmissão comunitária não parece ter sido gerada até agora na região das Américas, e os casos parecem se limitar a pessoas que viajam dos dois países ou estão em contato com eles.

A terceira variante, detectada no Estado do Amazonas, é mais prevalente no Brasil. No entanto, Aldighieri disse que "ainda é cedo para tirar conclusões sobre a intensidade da associação entre o surgimento da variante e a dinâmica recente de transmissão" em Manaus.

O coronavírus causou pelo menos 2,1 milhões de mortes em todo o mundo desde que o escritório da OMS na China relatou o surgimento da doença em dezembro de 2019. A região das Américas é a mais afetada pela pandemia, com mais de um milhão de mortos./AFP

 

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