Tribo iemenita toma o controle de campo militar

Outro chefe tribal diz que há "trégua" com presidente, se ele escolher caminho pacífico

Agência Estado e Associated Press

27 de maio de 2011 | 09h11

SANAA - Um líder de uma tribo iemenita disse nesta sexta-feira, 27, que tribais sitiaram um campo militar da Guarda, matando o comandante das forças. Sheik Ali Saif disse que seus homens invadiram o campo na área de al-Fardha Nehem, a 80 k da capital Sanaa.

 

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Segundo Ali Saif, os tribais entraram em confronto com as forças de segurança do governo em solo, deixando pelo menos 12 rebeldes mortos. Forças do governo teriam também lançado bombas contra os rebeldes que tentavam invadir o campo.

 

 

O líder disse que seus homens estavam tentando impedir que os soldados do campo marchassem em direção à Sanaa para se juntar ao confronto que já dura cinco dias entre as tropas leais ao presidente Ali Abdullah Saleh e tribais que se juntaram à rebelião popular que pede a saída de Saleh.

 

Trégua

 

Outro poderoso chefe tribal da oposição do Iêmen, xeque Sadiq al-Ahmar, disse que há uma trégua entre seus homens e as forças de segurança em Sanaa, capital iemenita. Ahmar afirmou, porém, que está pronto para a guerra, se o contestado presidente Ali Abdullah Saleh preferir essa opção.

"Há uma trégua entre nós e Ali Abdullah Saleh" para que ocorra uma mediação, disse Ahmar, chefe da federação Hashid, em um funeral de 30 de seus combatentes mortos em confrontos com forças de segurança de Saleh na capital. "Se o regime de Saleh quer uma revolução pacífica, estaremos prontos para isso. Se ele escolher a guerra, nós lutaremos com ele."

Saleh está no poder há 33 anos e enfrenta desde janeiro protestos pelo fim de seu governo. Houve confrontos entre partidários de Ahmar e as forças de segurança na segunda-feira, um dia após Saleh se recusar a assinar um acordo defendido pelo Conselho de Cooperação do Golfo prevendo que ele entregasse o poder em 30 dias, em troca de imunidade judicial. Saleh, porém, fez novas exigências, entre elas que a oposição assine o acordo na sua presença e advertiu para o risco de uma guerra civil na nação da Península Arábica.

Estão previstos protestos a favor e contra Saleh nesta sexta-feira. Os organizadores dos atos batizaram o dia de "A Sexta-feira da Revolta Pacífica". Já partidários de Saleh querem uma "Sexta-feira da Lei e da Ordem" a favor do presidente.

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