Tribo privilegiada, kikuyus agora são obrigados a fugir

Nos últimos dias, milhares de dezenas de kikuyus - a etnia do presidente do Quênia, Mwai Kibaki - vêm lotando ônibus protegidos por seguranças para fugir da violência étnica. Os comboios de veículos que deixam para trás fazendas vazias dão a medida do êxodo em massa queniano. A tribo dos kikuyus - que domina os negócios e a política do país desde sua independência, em 1963 - agora é perseguida por multidões de homens carregando machetes ou até arco e flecha, furiosos com o resultado da eleição, que deu vitória a Kibaki.O conflito étnico está ameaçando a estabilidade que até então marcava o Quênia e o diferenciava da maioria de seus vizinhos, como Ruanda, República Democrática do Congo, Somália e Sudão. O país tem mais de 40 etnias, mas os kikuyus quase sempre estiveram no topo. Eles controlam bancos, fábricas, lojas e restaurantes. Um dos motivos pelo qual o oposição se rebelou contra Kibaki é o fato de os kikuyus ocuparem também os principais cargos no governo, como os ministérios da Defesa, da Justiça e das Finanças. NYT

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