Tribos no leste da Síria se rebelam contra EIIL

Este foi o primeiro sinal de resistência desde que os rebeldes islâmicos capturaram grandes partes da província rica em petróleo de Deir el-Zour

AE-AP, Estadão Conteúdo

02 de agosto de 2014 | 09h33

Ativistas disseram que membros de tribos se rebelaram contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) no leste da Síria, forçando o grupo extremista a se retirar de alguns vilarejos. Este foi o primeiro sinal de resistência desde que os rebeldes islâmicos capturaram grandes partes da província rica em petróleo de Deir el-Zour nas últimas semanas.

O Observatório de Direitos Humanos, sediado na Grã-Bretanha, e o ativista curdo Mustafa Osso revelaram neste sábado que o EIIL foi obrigado a trazer reforços do Iraque. Segundo eles, membros da tribo Shueitat, em Deir el-Zour, forçaram os militantes do grupo a se retirarem dos vilarejos de Kishkiyeh, Abu Hamam e Granij.

O Observatório informou que os moradores de áreas tribais atearam fogo na sede do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, localizada na cidade de

Ashara, e realizaram manifestações contra o grupo. De acordo com Osso, os primeiros confrontos ocorreram na quarta-feira, depois que os jihadistas detiveram três homens tribais por supostamente quebrarem o acordo firmado entre as partes depois que os vilarejos foram tomados.

O EIIL, um braço da rede al-Qaeda, assumiu o controle de grandes áreas no oeste e norte do Iraque no mês de junho. O grupo declarou um califado autoproclamado no território que controla ao longo da fronteira entre a Síria e o Iraque, impondo uma interpretação severa da lei islâmica.

"Tem havido amplo ressentimento por causa dos atos do Estado Islâmico", disse Osso, que está em contato com ativistas em diferentes partes da Síria. Ele contou que um dos principais comandantes do EIIL, um checheno conhecido como Omar al-Shishani, estaria liderando os jihadistas na região.

"Essa é uma área muito importante para o Estado Islâmico porque é rica em petróleo e faz fronteira com o Iraque", lembrou o ativista curso Mustafa Osso, que atualmente reside na Turquia. Fonte: Associated Press.

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